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Celso Fonseca e italiano Tony Canto regravam clássicos em álbum

“Jobim-Modugno” é o título do álbum no qual os músicos, cantores e compositores Tony Canto (italiano) e Celso Fonseca (brasileiro) celebram clássicos do brasileiro Tom Jobim e do italiano Domenico Modugno, em versões ora originais, ora bilíngues. Idealizado pelo produtor italiano Max De Tomassi, o disco, previsto para o dia 23 deste mês, começa a ser disponibilizado nas plataformas.

A primeira amostra se deu no último fim de semana, trazendo o single duplo “Garota de Ipanema” e “Nel Blu Dipinto di Blu (Voando)”. Celso e Tony gravaram “Garota de Ipanema” com os versos originais de Vinícius de Moraes e na versão para o italiano de Giorgio Calabrese. O mesmo acontece com “Nel Blu Dipinto Di Blu (Volare)/ Voando”, na qual a letra original se mistura à versão de Rita Lee para o português.

Jobim e o italiano Domenico Modugno são homenageados por Fonseca e Tony Canto

O italiano Tony Canto já havia lançado dois álbuns com harmonias e ritmos inspirados na música brasileira, com melodias tipicamente italianas. “Casa do Canto”, seu disco mais recente (gravado no Rio de Janeiro), trazia um dueto com Celso Fonseca em “Parlami d’amore Mariu’”, clássico da música italiana de 1932. Celso Fonseca, ele próprio autor de “Slow Motion Bossa Nova” (em parceria com Ronaldo Bastos), bossa influenciada por Jobim, também é admirador da música italiana, chegando a fazer uma leitura tipicamente brasileira para “La piu’ bella del mondo”.

Uma curiosidade sobre os homenageados no álbum: com apenas um ano de diferença — Tom Jobim era de 1927 e Domenico Modugno de 1928 –, ambos nasceram no mês de janeiro e vieram a falecer em 1994, deixando um imenso legado de canções que atravessam gerações.

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