
O baiano Hyldon sempre foi boleiro – “eu era zagueiro dos bons!”, diz ele – e esteve presente nas mais diversas peladas do Rio de Janeiro, muitas delas envolvendo outros artistas. Há cerca de 40 anos, num desses jogos, o autor e intérprete dos hits “Na Rua, na Chuva, na Fazenda” e “Dores do Mundo” se desentendeu com outro astro da música, o cantor e músico Pepeu Gomes. Romperam. Depois daquele dia, nunca mais se falaram.
Até que em 2025, numa festa da editora Warner Chappell Music, um rapaz veio ao encontro de Hyldon “muito efusivamente”, segundo ele, dizendo que seu pai era muito seu fã. Disse ainda que ele estava na festa e queria apresentá-los. Para não fazer desfeita, Hyldon foi. Quando chegou ao local, o pai do rapaz era Pepeu Gomes.

Obviamente houve um cumprimento protocolar e um silêncio, mas como o assunto de músico é música, Pepeu quebrou o gelo: “E se a gente fizesse uma canção em parceria?”. Os dois trocaram telefone e Pepeu realmente ligou dias depois. A alquimia aconteceu e uniu a sonoridade mesclada por gêneros variados que caracteriza a discografia de Pepeu com a guitarra de um dos fundadores da soul music brasileira.
Assim nasceu “O Pierrot, a Lua e o Mar”, “uma canção praiana digna de dois baianos fãs de Dorival Caymmi e João Gilberto, mas, claro, com uma pitada de rock and roll”, como diz o press release. Confira no vídeo abaixo:

