
Após muito tempo de especulações e negociações, o aguardado encontro de Roberto Frejat com a banda que o revelou finalmente virou realidade. Em abril, começa a turnê Barão Vermelho Encontro que reúne a formação original do grupo: Roberto Frejat (guitarra e voz), Guto Goffi (bateria), Mauricio Barros (teclados) e Dé Palmeira (baixo) – e terá ainda como convidado especial o guitarrista Fernando Magalhães, que ingressou no grupo em 1985.
Após anunciar shows no Rio de Janeiro (30 de abril, na Farmasi Arena) e São Paulo (23 de maio, no Allianz Parque (SP)), ambos com a participação especial de Ney Matogrosso, o projeto confirma novas datas pelo país: 27 de junho, no Auditório Araújo Vianna, em Porto Alegre; 8 de agosto, na Arena Opus, em Florianópolis; 29 de agosto, no Igloo Super Hall, em Curitiba e 26 de setembro, no BeFly Hall, em Belo Horizonte. A realização é da 30e, responsável pelas recentes tours da banda Titãs e de Gilberto Gil. “Estamos certos de que o ‘Barão Vermelho Encontro’ vai repetir o sucesso da turnê histórica dos Titãs. É a oportunidade de ver novamente o que essa banda é ao vivo, e muitas pessoas poderão vivenciar essa experiência pela primeira vez”, afirma Alexandre Wesley, executivo da 30e.

O Barão Vermelho resultou da fusão das referências de seus integrantes. Dé Palmeira trouxe a música brasileira (com menção importante aos Novos Baianos), Frejat flertava com o blues, enquanto Mauricio e Guto vinham com o rock. “Era uma banda disfuncional que funcionava”, definiu Mauricio no documentário “Barão Vermelho: Por que a gente é assim?”. Cazuza era uma mistura de todas essas inspirações e, na contramão dos movimentos anteriores, como a Jovem Guarda e os próprios Mutantes, que tinham o inglês latente em seus gritos de “yeah”, ele definiu o que seria a atitude de um rock and roll brasileiro, cantado em português “É”. Não à toa, o Barão se estabeleceu como um dos nomes que abriram caminho para o BRock.
Mauricio Barros e Guto Goffi, que, atualmente, rodam o país com o Barão na turnê “Do Tamanho da Vida” (tendo Fernando Magalhães e Rodrigo Suricato na formação), farão uma pausa para se dedicar ao Barão Vermelho Encontro. “É especial fazer essa série de shows com nossos amigos Dé e Frejat. Será como no início, nos primeiros ensaios, ainda na sala da minha casa, mesmo antes da chegada do Cazuza. Apesar de não o termos no palco, ele estará bem representado por suas letras e músicas”, comenta Mauricio Barros.

Por sua vez, Frejat — que prepara o show solo “Quatro Décadas e Um Pouco Mais” — comenta: “Estou completando 44 anos de carreira e tenho planejado projetos para celebrar esse marco. Não tenho como comemorar essa data sem passar pelo Barão Vermelho, que foi o início de tudo. Essa turnê de encontro tem um sabor especial e é o ponto de partida para outros voos”.
O repertório do Barão Vermelho Encontro vai abranger todas as fases do grupo. De “Todo Amor Que Houver Nessa Vida”, parceria de Cazuza e Frejat, que, após ser cantada por Caetano Veloso em um show no Canecão, projetou o nome da banda, a outros hinos, entre eles “Por Você”, “Bete Balanço”, “Pro Dia Nascer Feliz”, “Maior Abandonado”, “Puro Êxtase” e “Codinome Beija-Flor”. O espetáculo se torna ainda mais emocionante por contar com a participação especial de Ney Matogrosso nas apresentações do Rio de Janeiro e São Paulo.

