
O Capital Moto Week 2026, maior festival de motos e rock da América Latina realizado em Brasília, completa a programação dos headliners no palco principal. Marcelo Falcão e Tihuana tocam no dia 31 de julho e chegam para reforçar o time das principais atrações na Cidade da Moto, que inclui Barão Vermelho Encontro, Di Ferrero, Eagle-Eye Cherry, Masters of Voices, Matanza Ritual, Nazareth, Raimundos, Supla e Velvet Chains. O festival acontece de 23 de julho a 1º de agosto, no Parque de Exposições da Granja do Torto (DF).
Em carreira solo, Marcelo Falcão mantém a força de sua trajetória à frente d’O Rappa, com repertório que mistura rock, reggae e brasilidade. O artista recentemente lançou o segundo álbum da nova fase da carreira, “O Legado”, que reafirma sua importância no cenário musical nacional. O disco traz parcerias com novos artistas da cena urbana, nomes consagrados, como Toni Garrido, além de uma homenagem a Chorão.
O carioca também vai fazer ecoar sucessos que marcaram época e continuam mobilizando multidões, como “Pescador de Ilusões”, “Minha Alma (A Paz Que Eu Não Quero)” e “Anjos (Pra Quem Tem Fé)”. Com a pausa do grupo em 2017, ele retornou às paradas em 2019 com o álbum “Viver (Mais Leve Que o Ar)” e conquistou prêmios internacionais. Agora, retorna à cena e ao palco principal do CMW com o mesmo ímpeto que iniciou sua jornada, em 1992.

No mesmo dia, o Tihuana subirá ao maior palco do centro-oeste em ritmo de celebração. Após oito anos de pausa, a banda iniciou turnê em 2025 para comemorar os 25 anos de “Ilegal”, álbum que os projetou como um dos nomes mais relevantes do rock brasileiro nos anos 2000. “Tropa de Elite”, “Pula!”, “Que Ves?” e “Eu Vi Gnomos” ganham com novos arranjos, um trio de metais de peso, guitarras adicionais e nova identidade visual criada especialmente para o tour. Egypcio, Román, P.G., Leo e Baía se reencontram na formação clássica da banda.
A abertura do Capital Moto Week, em 23 de julho, ficará a cargo dos escoceses do Nazareth, reforçando o peso simbólico dos anos 70 na construção da identidade do rock. Clássicos como “Love Hurts” e “Hair of the Dog” ancoram a proposta de resgate histórico com forte apelo intergeracional. Masters of Voices e Velvet Chains chegam na noite de sexta, 24 de julho, dedicada ao metal. Além do peso das músicas, o peso dos nomes que estarão no palco também impressiona. Masters of Voices é a junção de Eric Martin (Mr. Big), Jeff Scott Soto (Journey), Edu Falaschi (Angra) e Tim “Ripper” Owens (Judas Priest). Junto com outros músicos de respeito, grandes clássicos do estilo vão esquentar a noite.
No dia 25 de julho, Di Ferrero traz sua musicalidade ao festival. Ele levará ao palco da Cidade da Moto a turnê “SE7E”, com nova fase da carreira solo. Mas os clássicos da sua antiga banda, que o projetou para as paradas de sucesso, NX Zero, estarão no repertório também. Outro nome internacional é o do Eagle-Eye Cherry, que invade o CMW na noite de domingo, dia 26 de julho. Conhecido por hits que dominaram o início dos anos 2000, como “Save Tonight”, o artista costuma transformar seus shows em coro coletivo, especialmente quando surgem sucessos a época. A atmosfera é mais leve, com pegada pop rock e forte apelo nostálgico.

O último fim de semana do festival vai trazer todo o peso do rock tupiniquim. Quinta-feira, dia 30 de julho. Será a vez de Supla, Matanza Ritual e Raimundos mostrarem a seriedade irreverente e longevidade de suas músicas, que se tornaram clássicos do nosso rock. Dia 31 de julho, sexta-feira, Marcelo Falcão e Tihuana serão os responsáveis pela festa. E, no encerramento do festival, em 1º de agosto, um dos shows mais aguardados da edição é o Barão Vermelho Encontro, que terá sua formação original, com Frejat nos vocais em um show que dialoga com a força da memória afetiva do rock nacional dos anos 80.
No dia 5 de junho, o Capital Moto Week vai anunciar o line-up completo desta edição, como resultado de uma das maiores seletivas do país: mais de 1 mil bandas do Brasil e do exterior se inscreveram para disputar espaço nos cinco palcos da Cidade da Moto. O processo seletivo de 2026 reuniu artistas de 23 estados e do Distrito Federal, refletindo a diversidade da cena independente nacional, com destaque para a produção autoral, que representa 20,7% dos inscritos, e para a crescente internacionalização do festival.

