
13 de julho é lembrado em alguns lugares do mundo, incluindo o Brasil, como o Dia Mundial do Rock. Inclusive muitos shows são agendados para esta data para celebrar a importância do gênero marcado por letras rebeldes e riffs de guitarra. Neste ano, como a data cai numa segunda-feira, a programação está mais reduzida. De qualquer forma, como disse a atriz Christiane Torloni em 2011, durante entrevista concedida no Rock in Rio — que depois virou “meme” –, “hoje é dia de rock, bebê”!
A celebração se dá porque nessa data, em 1985, foi realizado o histórico concerto beneficente “Live Aid”, simultaneamente nos estádios Wembley, em Londres, e John F. Kennedy, na Filadélfia. O megaevento, que neste ano completa 41 anos – e é retratado no longa-metragem “Bohemian Rhapsody”, sobre a vida de Fred Mercury – foi organizado pelos cantores e compositores Bob Geldof e Midge Ure, com objetivo de levantar fundos para combate à crise humanitária na Etiópia.

Em cada cidade, mais de 20 atrações que se apresentaram tiveram grande simbologia e importância. “Dada a grandeza do evento, os dois shows foram importantes para chamar a atenção da mídia para o problema de fome no país africano. Em Londres, o público foi de 72 mil pessoas, já na Filadélfia foi de 100 mil”, conta Ciro Visconti, coordenador de pós-graduação em Rock do Brasil pela Faculdade Santa Marcelina.
As performances dos artistas demoraram cerca de 10 horas em cada um dos dois palcos e foram transmitidas via satélite para cerca de 150 países, alcançando aproximadamente 1,5 bilhão de espectadores. “O show de 21 minutos do Queen no ‘Live Aid’ foi eleito como a melhor performance de um artista na história do Rock em uma votação entre artistas, produtores e jornalistas da indústria fonográfica, que ocorreu em 2005, batendo outras consagradas apresentações, de artistas como Jimi Hendrix (1969), Sex Pistols (1976), David Bowie (1973) e Rolling Stones (1969)”, comenta Visconti.
Além do Queen, considerando os palcos das duas cidades, o line-up do “Live Aid” contou com outras bandas clássicas, como Led Zeppelin, Black Sabbath, Duran Duran e The Who e artistas-ícones como Eric Clapton, Tina Turner, Bob Dylan, Sting, Elton John, Paul McCartney e David Bowie.

