
“Senhora das Canções – Um Tributo a Elizeth” é o título do álbum que a cantora Mônica Salmaso colocará no mercado em agosto (data a confirmar). O disco foi gravado no ano passado, no formato ao vivo em estúdio — em um único dia, durante a temporada do show homônimo, no Rio de Janeiro. “Achamos que seria bonito entrarmos no estúdio, concentrados, com o show “quentinho” e fazer um registro do trabalho. No dia anterior ao último show, fomos ao estúdio da gravadora Biscoito Fino e gravamos o disco inteiro ao vivo. As 16 canções. Foi uma sessão de gravação das mais lindas que eu já participei”, celebra Mônica.
A ideia inicial era homenagear Elizeth Cardoso por ocasião do seu centenário, em 2020, mas a pandemia adiou os planos e o show só estreou em 2022, no Rio de Janeiro, passando por São Paulo e com nova temporada no Rio, m 2025, quando finalmente foi gravado. Mônica foi para o estúdio acompanhada pelos músicos que estavam com ela desde o nascimento do projeto.
A homenagem surgiu de uma visita de Mônica Salmaso à Casa do Choro, no Rio de Janeiro, e do encontro com Luciana Rabello (cavaquinho) e Mauricio Carrilho (violão de 7 cordas), não por acaso músicos que atuaram ao lado de Elizeth, na década de 1980. “Lembro de ter assistido a um programa ‘Chico e Caetano’ onde ela foi convidada. Elizete era de outra geração e sua presença no programa me chamou a atenção. Era uma dama reverenciada com muito respeito. Só entendi de verdade o tamanho da Elizeth quando fui fazer a pesquisa de repertório para nossa homenagem. Ali, me dei conta do tamanho da discografia desta cantora.

A partir de um mergulho na extensa discografia, nasceu o repertório com um passeio pelos muitos caminhos musicais percorridos por Elizeth Cardoso (acima): sambas gravados nas décadas de 50 (‘Seresteiro’, de Raul Moreno, Renato Lima e Zé Keti); sambas-canções de discos antológicos como ‘Canção do Amor Demais’ e ‘Elizeth Interpreta Vinícius’, clássicos que ela visitou (‘Violão Vadio’, de Baden Powell e Paulo César Pinheiro, ‘Sei lá, Mangueira’, de Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho), pérolas esquecidas (‘A Mentira Acaba’, de Rui de Almeida e Arnô Provenzano) e até mesmo uma rara composição da cantora (‘Se as Estrelas Falassem’).
A escolha do repertório foi tarefa árdua diante da grandiosidade da discografia da Elizeth. “Tem muito material. Canções icônicas, descobertas, lançamentos e aquelas escondidas que a gente ama encontrar, vários estilos de música diferentes. Primeiro, escutei tudo o que há disponível e fiz uma lista grande de possibilidades que me interessaram. Depois, fui decupando e trocando figurinhas com o Paulo Aragão que assina a produção musical”, detalha Mônica, que acrescenta: “não fico preocupada em cantar canções mais ou menos conhecidas. Elas ficam com ‘peso igual’ e quem manda é a sensação de que eu tenho o que dizer cantando as canções escolhidas do repertório dela”.
Em tempo: o show “Senhora das Canções – Um Tributo a Elizeth Cardoso”, que deu origem ao álbum, segue na estrada. As próximas apresentações estão marcadas para Belo Horizonte (15/08, no Sesc Palladium) e Porto Alegre (23/08, no Teatro Bourbon).

