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Após pausa nos shows, Jão apresenta o álbum “Memórias Póstumas”

Uma dos destaques do pop nacional nos últimos anos, o cantor Jão segue surpreendendo positivamente com seus lançamentos. Ele acaba de subir nas plataformas o quinto álbum da carreira, “Memórias Póstumas”, composto por 14 faixas, 13 delas assinadas pelo artista, algumas em parceria com Pedro Toffani, sócio e diretor criativo de seus shows.

O disco foi produzido e inspirado num período de interrupção dos shows e recolhimento da vida digital de Jão, marcado pela perda de seu pai — que está presente na primeira faixa, “Catedral” (que reflete sobre a morte a partir de sua partida) e em outros pontos do disco. “É algo que ainda não processei e acho difícil que aconteça, porque meu pai ainda é muito presente. E as pessoas sempre têm receio de falar sobre ele comigo, mas elas não sabem que eu adoro falar sobre ele, mantê-lo vivo”, diz o cantor.

Esgotados os quatro elementos (terra, ar, água e fogo) associadas conceitualmente aos álbuns passados, o novo trabalho é, como o próprio Jão define, “uma história com começo, mas sem fim”. Mais complexa, mais aberta a interpretações. O artista mudou as faixas até o último segundo antes da entrega. “Memórias Póstumas” não foi escrito de maneira linear. “Eu fiz as pazes com isso. São vários caquinhos, sentimentos que você ainda não sabe o nome e um monte de vômitos de palavras que você vai remontando e que, quando você se afasta, revelam a figura toda. A ordem deste disco está pautada em não achar uma solução para a maior pergunta dele”, comenta.

O título remete a “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, clássico de Machado de Assis — famosa dedicatória do romance, “ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver”, aparece elipticamente nos versos da faixa homônima, a gótico-romântica — no sentido literário e no temático também — “Memórias Póstumas” (“tente não ser o primeiro a roer as frias carnes do meu corpo passageiro”). Outros destaques são a romântica “João”, “Eu Sempre Volto” e “Aurora”.

Ele assina a produção de todas as faixas, dividindo a maioria delas com Zebu, o produtor e músico paulista Guilherme Santos Pereira, com quem trabalha direto desde “Pirata”, e duas (“Catedral” e “Eu Sempre Volto”) com Janluska e Gabriel Duarte, responsáveis por trabalhos de Marina Sena e Anavitória.

Ouça “Memórias Póstumas”, novo álbum de Jão:




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