
Levantamentos indicam que o Brasil teve mais shows no primeiro semestre de 2026 em comparação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a junho, 10.550 apresentações realizadas no país pagaram direitos autorais, número 8% maior do que o registrado nos primeiros seis meses de 2025. O crescimento também foi acompanhado pelo avanço da arrecadação do segmento de shows e eventos, que aumentou 12% na comparação com os seis primeiros meses do ano passado.
Os dados do Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) fazem parte de um levantamento realizado para o Dia Internacional da Música, celebrado neste dia 1º de outubro, e mostram a dimensão do segmento de shows e a importância da remuneração de compositores e demais profissionais que participam da criação musical. Considerando eventos abertos e fechados e shows em diferentes ambientes, a música mais executada no período foi “P do Pecado” (de Ricardo Vismarck, Ronael, Henrique Casttro e Elvis Elan). Ouça a gravação original:
O pagamento de direitos autorais por execução pública ocorre quando músicas são tocadas em locais de frequência coletiva, como shows, estabelecimentos comerciais e plataformas de streaming. Essa remuneração garante que compositores, intérpretes e músicos recebam pela utilização de suas obras, contribuindo para a sustentabilidade da produção musical.
Atualmente, o banco de dados da gestão coletiva reúne cerca de 29 milhões de obras musicais. O volume dá dimensão à diversidade do repertório musical e à complexidade do trabalho de identificação das músicas executadas e distribuição dos valores aos respectivos titulares.
“O crescimento registrado no primeiro semestre reforça a relevância do segmento de shows para a circulação da música e para a cadeia da economia criativa. Por trás de cada apresentação existe uma rede de profissionais que participa da criação e realização da música e que também precisa ser remunerada pela utilização de seu trabalho”, afirma Isabel Amorim, superintendente executiva do Ecad.
Dos valores arrecadados pelo Ecad, 85% são destinados diretamente a compositores, intérpretes, músicos e demais titulares de direitos autorais. As associações de música recebem 6% para suas despesas administrativas, enquanto o Ecad fica com os 9% restantes para suas despesas operacionais.
Ranking das músicas mais tocadas em shows adimplentes
com direitos autorais no Brasil no 1º semestre de 2026:
| Posição | Música | Autores |
1 | P do pecado | Ricardo Vismarck / Ronael / Henrique Casttro / Elvis Elan |
| 2 | Cheia de manias | Luiz Carlos |
| 3 | Boate azul | Tomaz / Benedito Seviero |
| 4 | Eva | Cartavetrata / Umto / Ficarelli |
| 5 | Não quero dinheiro | Tim Maia |
| 6 | Evidências | Jose Augusto / Paulo Sergio Valle |
| 7 | Anna Julia | Marcelo Camelo |
| 8 | País tropical | Jorge Ben Jor |
| 9 | Última noite | Ataide Neto |
| 10 | Telefone mudo | Franco / Peao Carreiro |
11 | Praieiro | Manno Goes |
| 12 | Barulho do foguete | Henrique Moura / Tunico Moura / Fausto Carvalho / Henrique Tranquero |
| 13 | Zoar e beber | Marquinhos Maraial / Luizinho Lino |
| 14 | Coração partido | Alejandro Sanz / Ricardus Junior |
| 15 | Arere | Alaim Tavares / Gilson Babilonia |
| 16 | Anunciação | Alceu Valenca |
| 17 | Ainda ontem chorei de saudade | Moacyr Franco |
| 18 | Tentei te esquecer | Cruz Gago |
| 19 | O grande amor da minha vida | Jeferson Farias / Nino Marcos |
| 20 | Tubarões | Flavinho Tinto / Douglas Mello / Danielzao / Rodrigo Costa / Ikaro Andrade |

