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Pagode romântico “Clássico 90” une Atitude 67 e Fabio Brazza

A banda de pagode Atitude 67, responsável por sucessos como “Cerveja de Garrafa”, “Tudo ao Contrário” e “Casal do Ano”, promove o lançamento do single “Clássico 90”, com a participação especial do rapper e poeta Fábio Brazza.

Em tempos em que relacionamentos nascem e morrem na velocidade de um story, “Clássico 90” escolhe nadar contra a corrente. A faixa parte de uma premissa simples, e cada vez mais rara: o amor que dura ainda existe, e ainda vale a pena acreditar nele. Com letra direta e sem romantismo ingênuo, o grupo abraça sem pudor o universo sentimental que marcou o pagode dos anos 1990, de Raça Negra a Exaltasamba e Só Pra Contrariar, e traz essa referência para uma nova geração.

“Pode me chamar de brega, eu sou piegas / Um jantar à luz de vela / Se a moda pega / Vai que de repente o cupido acerta a flecha / Alguém pra fechar contigo quando o tempo fecha “, diz um trecho de “Clássico 90”, assinado por Deco Martins, Éric Vinícius, Fábio Brazza e Pedrinho Pimenta. (assista ao vídeo):

A parceria com Fábio Brazza vai além de uma participação pontual. Conhecido por seu uso preciso das palavras e por transitar com naturalidade entre o rap e o samba, Brazza entrega uma parte falada que aprofunda o argumento da música: em um mundo que cada vez mais se vivem amores passageiros, ainda existem aqueles que valorizam o romântico antigo. A união entre o pagode afetivo do Atitude 67 e a oralidade urbana de Brazza resulta em algo que soa ao mesmo tempo nostálgico e absolutamente atual.

“O amor é raro / Pagodão 90 / Clássico daqueles que não vão passar / Hoje eles só falam / Senta, senta, senta / Sem tá sem alguém pra amar”, canta o refrão. O grupo não ignora o presente: o “senta, senta, senta” que domina as playlists e os algoritmos aparece na letra como espelho de uma geração que trocou profundidade por movimento. Mas a resposta do Atitude 67 não é nostálgica por fuga, é nostálgica por escolha.

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