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Wado convida Ed Gama na bela e poética “Esse Trem”

Em plena semana de São João, Wado, catarinense radicado em Alagoas, apresenta “Esse Trem”, single inédito gravado em parceria com o músico e humorista Ed Gama. A faixa antecipa o álbum “São Francisco, São João”, previsto para o segundo semestre, e reafirma a relação do compositor alagoano com as paisagens afetivas e musicais do Nordeste brasileiro.

Composta por ele ao lado de Thiago Silva (cavaquinista do Sorriso Maroto), “Esse Trem” nasceu de maneira despretensiosa e acabou encontrando o equilíbrio entre delicadeza e vocação popular. A canção se desenvolve sem pressa, guiada por uma melodia acolhedora e por imagens que evocam deslocamentos, encontros e lembranças. Há nela algo de estrada, de conversa no fim da tarde e das músicas que parecem familiares desde a primeira audição.

Para “Esse Trem”, Wado convidou o amigo alogoano Ed Gama para compartilhar uma canção guiada pelo afeto e pela memória. Embora tenham percorrido caminhos bastante diferentes, os dois artistas encontram em Alagoas um repertório comum de referências e lembranças que se manifestam de forma sutil ao longo da faixa. Mais do que uma participação especial, o encontro revela uma sintonia rara, construída sem excessos.

“Essa canção é especial, já fiz umas 150 na vida, mas ‘Esse Trem’ (áudio abaixo) está num lugar de delicadeza, os refrãos são doces e os versos carregam uma melancolia que comove. Essa é das raras canções que nascem tão fortes, que parece que já existiam. Ter o Ed comigo trouxe uma surpreendente candura, um sotaque alagoano tão lindo o dele, e o cabra canta demais”, conta Wado.

Lançada na semana de São João, a canção oferece também uma primeira pista do universo de “São Francisco, São João”, próximo álbum de Wado. Sem recorrer ao folclore ou à reverência, o disco se aproxima das sonoridades e das imagens que acompanharam sua formação, tratando a tradição como algo em movimento. Um lugar onde memória e presente continuam em conversa.

Ao longo de mais de duas décadas de carreira, Wado construiu uma discografia marcada pela liberdade estética e por uma rara capacidade de transitar entre diferentes linguagens da música brasileira. Em ‘São Francisco, São João’, essa disposição para o encontro reaparece de forma particularmente íntima. O rio, a festa, a memória e a ideia de pertencimento atravessam as canções e ajudam a costurar um repertório que se aproxima das raízes sem perder de vista o presente.

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