
Principal associação de autores do país, a União Brasileira de Compositores (UBC) superou em 2025, pela primeira vez, a marca de R$ 1 bilhão distribuídos aos associados e representados. Com isso, a sociedade foi responsável por 62% do total distribuído pelo Ecad ano passado. O crescimento da distribuição da UBC foi de cerca de 8% no período.
Já a arrecadação do conjunto do mercado, que inclui a UBC e as outras seis associações que formam o Ecad, também bateu um recorde histórico. O total pago pelos usuários de música via gestão coletiva alcançou R$ 2,105 bilhão, alta de quase 15% em relação a 2024. O avanço foi liderado pelos Serviços Digitais, que incluem os streamings de áudio e vídeo, com alta de 47,2% na comparação com o ano anterior; seguido do segmento de Shows e Eventos, com expansão de 13,2%.
“A distribuição recorde reflete o cuidado com nossa rotina de processos, nosso investimento contínuo e cada vez mais material em tecnologia e inovação, além da reafirmação de uma sociedade de gestão progressista, inclusiva, diversa e com uma identidade construída em quase 85 anos de um olhar para o presente e para os desafios do futuro”, explica Marcelo Castello Branco, diretor executivo da UBC.

Com crescimento de quase 10% no ano, foram mais de 32 mil os titulares nacionais beneficiados pelas distribuições da UBC — e, no mundo todo, mais de 200 mil representados de outros países, um reflexo dos acordos internacionais de representação mútua buscada pela UBC com sociedades estrangeiras, sendo um notável exemplo o acordo fechado com a China e anunciado em março deste ano.
Em outras cifras, ligadas à distribuição de créditos retidos (alta de 6%); ao cadastro de obras de associados (+10%); cadastro de fonogramas (+23%) e ao total de associados (+5%), fica claro o esforço de que fala Castello Branco.
Confira em detalhes:


“O ano de 2025 representou mais um marco na trajetória de crescimento e fortalecimento da UBC. Em um ambiente de constantes transformações na indústria da música e no consumo de conteúdo audiovisual, reafirmamos nosso compromisso com a excelência na gestão coletiva dos direitos autorais, alcançando resultados históricos para nossos associados e titulares representados”, disse o diretor de Operações da UBC, Fabio Geovane, reiterando: “Seguiremos investindo em inovação, tecnologia, transparência e excelência operacional para que os próximos anos sejam marcados por ainda mais crescimento e geração de valor para toda a comunidade da indústria da música.”
Além desses dois segmentos, outros que continuam a liderar as arrecadações são Usuários Gerais (que incluem lojas, shoppings, academias de ginástica, hotéis e outros estabelecimentos que usam música) e TV, entre outros. Confira no quadro abaixo as participações de cada um e as taxas de expansão de um ano para outro.


Além desses dois segmentos, outros que continuam a liderar as arrecadações são Usuários Gerais (que incluem lojas, shoppings, academias de ginástica, hotéis e outros estabelecimentos que usam música) e TV, entre outros. Confira no quadro abaixo as participações de cada um e as taxas de expansão de um ano para outro.
Marcelo Castello Branco finaliza: “A UBC continuou, durante todo o ano, homenageando em vida grandes personagens da música brasileira: Luiz Caldas, Guilherme Arantes, Rosa Passos, Zeca Pagodinho. Também realizamos eventos de educação e conexão. E, no campo político, seguimos atentos e muito atuantes em Brasília, onde, com a presença de vários titulares e da diretoria da UBC, continuamos a trabalhar por um ambiente regulatório ético e responsável para a questão da Inteligência Artificial no Brasil e no mundo. “Nossa luta é para que essa tecnologia respeite e remunere de forma compensatória os criadores, nossa máxima prioridade e nosso mantra”.


