
Entre o desejo de viver intensamente e a certeza de que o amor faz parte dessa jornada, o cantor e compositor paulista Zecca Gomes transforma seus sentimentos em som de MPB, no novo single “Quem Nunca Amou”. O lançamento, que marca o início de uma nova fase musical e de carreira do artista, estará disponível nesta sexta-feira (20), em todos os aplicativos de música.
A canção chega após o lançamento do álbum de estreia “Ombro Amigo” (2025), trabalho com a gravadora Valetes Records que ultrapassou 1,5 milhão de reproduções no Spotify e contou com participação de Fantine Thó, conhecida por integrar o grupo Rouge. Agora, o artista inicia um ciclo pensado para ampliar sua presença na mídia e fortalecer a conexão com o público, consolidando seu nome na nova cena da MPB independente do país.
“Quem Nunca Amou” parte de uma reflexão sobre a relação entre viver e amar. Para Zecca, os dois sentimentos caminham juntos e dão sentido à trajetória de qualquer pessoa. “Essa música fala de alguém que quer viver a vida e o amor de uma forma completa. Eu não acredito que essas duas coisas possam ser completas sozinhas — um depende do outro pra fazer uma história de vida que seja louvável”, explica o cantor.
A composição nasceu de forma espontânea, em um momento específico do processo criativo do novo disco. Segundo o artista, o álbum vinha tomando um rumo mais melancólico, o que o motivou a buscar um contraponto emocional. “Eu estava em um período meio ‘pra baixo’ e tive que me obrigar a compor coisas alegres. Acho que demorei uns 40 minutos e a música estava prontinha”, relembra.
Com relação ao estilo musical, Zecca explora MPB com influências de outros sons como o ijexá e baião. O cantor cita ainda influências diretas de Jorge Vercillo, sonoridades que dialogam com batidas inspiradas no Olodum, além da pegada contemporânea do trio Gilsons e de faixas do álbum da Maria Gadú de 2009. Juntas, essas referências ajudaram a moldar o clima solar e rítmico da nova música.
Produzida por Emil Shayeb, a faixa traz percussões marcantes que remetem às raízes baianas, combinadas a timbres contemporâneos e ao violão em destaque — marca registrada do artista. “Os elementos usados são diversos, essa mistura só poderia ser enquadrada na MPB”, finaliza o jovem cantor.


