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Cantora gospel Cassiane comemora boa fase

Além de talentosa, a estrela gospel Cassiane é conhecida no meio por sua generosidade. Ao longo da carreira de mais de 30 anos, apoiou projetos de muitos amigos cantores, famosos ou não, e revelou – às vezes de forma espontânea – inúmeros talentos. Anderson Freire, compositor que figura entre os mais gravados do mercado e que, como cantor, chegou a ganhar importantes prêmios, como o Latin GRAMMY (em 2016), talvez não tivesse chegado onde está sem a “força” que recebeu de Cassiane. “Em 2006, eu tinha acabado de lançar meu álbum 25 anos de muito louvor, quando recebi um material enviado pelo iniciante Anderson. Como sempre faço, ouvi tudo com atenção e achei que ele tinha muito potencial como compositor. Como eu não podia gravá-lo naquele momento, não achei justo guardar o material comigo até o próximo ano, quando eu voltaria ao estúdio. Então, separei as faixas que tinham adequação com o trabalho de amigos e encaminhei a cada um deles, recomendando o compositor. A Aline Barros, por exemplo, ficou encantada, tanto que gravou seis faixas no CD Caminho de Milagres, de 2007. A partir dali, o Anderson decolou”, orgulha-se Cassiane.

 

Em seu novo trabalho, Nível do Céu, lançado em março pela MK Music, Cassiane mais uma vez abre as portas para novos talentos. Das 13 faixas, sete são assinadas por autores com os quais ela nunca havia trabalhado. “Sempre que estou selecionando repertório, procuro ouvir tudo o que me chega. E não faço distinção entre compositor conhecido ou não. Aquilo que me toca, eu seleciono”, afirma ela, que juntamente com o produtor Jairinho Manhães (seu marido) avaliou cerca de mil canções para este projeto. Os compositores debutantes no álbum são Dimael Kharrara (autor de Deixa o Céu Descer), Cláudio Louvor (Arma Secreta), Jonathan Paes (Ele Vai Passar), Patrick Mendes (O Céu Vai Revelar), George de Paula (Faixa-Título) e J.A. (Até Teus Braços).

 

Além dos autores citados, o novo álbum de Cassiane traz faixas de nomes presentes nos últimos trabalhos da artista – casos do próprio Anderson Freire (Tem Que Ser Pequeno) e Tony Ricardo (Lugar Da Tua Presença e Viver Por Me Amar). Esta última acabou escolhida como primeiro single de trabalho. “Ela fala da crucificação de Cristo. Diz que Ele se entregou à cruz por amar o outro. Postamos o áudio na net sem a pretensão de transformá-lo em single. Mas o público se identificou – curtiu, compartilhou etc. Agora vamos focar na divulgação em rádio”, explica Cassiane.

Viver por me amar e outras músicas do álbum aos poucos vão sendo incluídas no setlist do seu show, sobre o qual ela dá detalhes. “Como mantenho um trabalho pastoral numa igreja em São Paulo, ao lado de Jairinho, costumo realizar cerca de 10 a 12 shows por mês, sempre entre quintas e sábados. E a grande maioria dos shows são em espaços abertos, em eventos populares, como feiras e aniversários de municípios”, afirma ela. “Os grandes eventos definitivamente abriram as portas para o gospel”, festeja.

TEMPO DE EXCELÊNCIA

Além de promover Nível do Céu, Cassiane colhe os frutos do ótimo álbum Tempo de Excelência, lançado no segundo semestre de 2017. O produto foi responsável pelo fim de uma disputa entre a artista e a gravadora. “Em minha primeira passagem pela MK, fiquei 15 anos. Porém saí em 2007 e, como a MK alegava que eu tinha um último álbum a lançar pela empresa, fiz Tempo de Excelência e encerramos nossa demanda. Em 2013 a gravadora colocou o produto no mercado, mas apenas de forma digital. Na sequência, fechamos novo contrato, que gerou o álbum Eternamente (2015) e Tempo de Excelência ficou na gaveta, até sair em CD em 2017”, explica ela, analisando a relação de seu trabalho com os dois formatos. “Durante vários anos fui recordista em vendas de discos e DVDs no mercado gospel. Não apenas eu – os artistas do segmento vendiam muito. O público evangélico, ao contrário do secular, demorou a aderir aos formatos digitais, preferindo consumir mídias físicas. Somente agora percebemos a mudança de hábito no nosso mercado. O consumo se fortaleceu no ambiente digital, mas mesmo assim ainda vale a pena lançar álbuns no formato físico”.

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