
Programado para o período entre 23 de julho a 1º de agosto na Granja do Torto, em Brasília, o festival Capital Moto Week 2026 (que reúne amantes do motociclismo e da música), apresenta uma curadoria que vai além da lógica tradicional da escala de atrações musicais. A edição foi desenhada como narrativa do rock, com diferentes décadas (imagem acima), linguagens e públicos, estratégia que reforça o festival como plataforma de experiência musical.
Ao reunir nomes como Nazareth, Barão Vermelho, Eagle-Eye Cherry, Di Ferrero e os projetos internacionais Masters of Voices e Velvet Chains, o festival constrói uma linha do tempo que conecta repertório clássico, nostalgia e produção contemporânea. O resultado é uma programação que dialoga com tendências globais de festivais: diversidade geracional, valorização de catálogo e expansão de audiência.

De acordo com a organização, o desenho do line-up partiu de um conceito central: transformar a experiência do público em uma travessia pela história do rock. Pedro Franco, CEO do CMW, explica que a abertura com Nazareth ancora simbolicamente o festival no hard rock dos anos 70, período fundamental para construção da estética e a linguagem do gênero. “O line-up não foi pensado como sequência de shows, mas como uma jornada. O público vai percorrer diferentes momentos da história do rock, reconhecer memórias e descobrir novas conexões ao longo do caminho”, afirma.
Na outra ponta, o encerramento com o Barão Vermelho em formação original evidencia os encontros históricos como motores de engajamento e venda. “Trazer a formação original do Barão é mais do que escalar um grande nome. É ativar um repertório que faz parte da vida das pessoas. Esse tipo de experiência tem um valor emocional e cultural que vai além do show”, completa Pedro Franco.

Entre esses dois pólos, o Capital Moto Week constrói uma narrativa fluida, que transita entre subgêneros e épocas, evitando rupturas bruscas e favorecendo a permanência do público ao longo dos dias. “Nossa curadoria buscou respeitar o legado do rock, mas também abrir espaço para o que está sendo produzido hoje. É esse diálogo que mantém o festival vivo e relevante”, revela Daniela Assumpção, coordenadora artística do CMW.
De acordo com os organizadores, o conceito da edição 2026, “Velocidade e Movimento”, sintetiza um ciclo consistente de expansão do Capital Moto Week, que avança em escala, relevância e inserção no circuito global de festivais. O resultado se materializa no line-up mais internacional de sua trajetória, com quatro atrações estrangeiras entre os headliners: Nazareth, Eagle-Eye Cherry, Masters of Voices e Velvet Chains. “O line-up reflete um movimento de crescimento e internacionalização. É uma curadoria construída com análise de mercado e alinhada ao nosso público”, afirma Franco.
Ao mesmo tempo, o CMW mantém forte presença do rock nacional, operando em uma lógica híbrida que preserva identidade local e nacional enquanto amplia conexões globais, modelo recorrente em festivais que buscam escala sem perder aderência cultural. “O rock nacional tem um espaço grande na nossa programação”, acrescenta o CEO do festival. Na prática, isso se traduz em um público diverso, que vai desde quem viveu o auge do rock nas décadas passadas até quem está descobrindo o gênero agora.
| Confira os headliners do CMW 2026: 23.07 | Nazareth 24.07 | Masters of Voices + Velvet Chains 25.07 | Di Ferrero + LVCAS 26.07 | Eagle-Eye Cherry e GIANA 30.07 | Supla + Matanza Ritual + Raimundos 31.07 | Tihuana + Marcelo Falcão 01.08 | Barão Vermelho Encontro Formação Original |

