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Live show de Jorge Aragão é destaque nesta sexta

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Nesta sexta-feira, 19, a partir das 20h30, o cantor e compositor Jorge Aragão revisita sua longa carreira na #ALiveSamba. O formato do show virtual será o de roda de samba e terá transmissão para todo o país pelo canal de TV por assinatura Music Box Brazil, além do canal do artista no YouTube.

Por meio do perfil oficial no Instagram de Aragão, os fãs puderem participar da escolha do repertório. Alguns sucessos alvos de pedidos recorrentes foram “Alma de Irmão”, “Ponta de Dor” e “Coisa de Pele”. Além destas, faixas da turnê paralisada em março, por conta do início da pandemia de Covid-19, também entrarão no repertório. A tour é comemorativa aos 50 anos de carreira do artista.

A lista deve incluir “Coisinha do Pai”, “Vou Festejar”, “Cabelo Pixaim”, “Moleque Atrevido”, “Eu e Você Sempre”, “Feitio de Paixão”, “Do Fundo do Nosso Quintal”, “Enredo do Meu Samba”, “O Barraco Desabou”  e “Malandro” — alguns de seus sucessos, gravados por ele ou nomes como Zeca Pagodinho, Fundo de Quintal e Beth Carvalho. Ao todo, Aragão tem mais de 300 músicas gravadas. Duas delas, que também devem entrar no repertório da apresentação online, foram gravadas por ele recentemente — “A Possibilidade” (parceria com Xande de Pilares) e “Ninguém Vale Dor e Despedida”, esta, sobre feminicídio, composta com a colaboração do músico Mauro Jr. e de Xande de Pilares.

A história musical do carioca de descendência amazonense não está ligada desde o início ao gênero que mais representa o Rio. “Minha musicalidade tem outras influências. Desde cedo gostava de ouvir as big bands e minha formação de músico de banda de baile me colocou em contato com ritmos diversos. Sempre gostei da black music americana, rock e outros gêneros”, afirmou Aragão em entrevista recente ao Portal Sucesso. Ele garante que ainda hoje é eclético em se tratando de música. “As pessoas acham que eu fico o tempo todo falando de samba, ouvindo samba, mas não é bem assim”, reforça. Na sua playlist tem desde Candeia e Dona Ivone Lara a hits da Motown, charm e MPB, até sucessos das músicas francesa e italiana.

Idolatrado por boa parte dos novos representantes do samba, Jorge Aragão acredita que o gênero precisa se reciclar em termos artísticos e de repertório. “O pessoal mais jovem está aí tentando desenvolver seu trabalho, mas hoje sinto que a produção musical está menos natural que em outras épocas. Tem muito marketing, muito like, muita rima simples. De qualquer maneira, é esse pessoal novo que terá que levar o nosso ‘velho’ samba adiante. Então temos que apostar nessa rapaziada, como Mosquito, Renato da Rocinha, Tiee, Leandro Fregonesi e Inacio Rios”, afirmou na entrevista.

Relembre Aragão cantando o clássico “Coisa de Pele”, que estará na live desta sexta:

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