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Gusttavo Lima comenta sobre seus 10 anos de sucesso em entrevista exclusiva

 

Lá se vão quase dez anos desde que o mineiro Nivaldo Batista Lima (nome de registro de Gusttavo Lima) passou a viver, definitivamente, só de sua arte, a música. Tinha então 19 anos. Mas desde os nove ele já se arriscava na vida artística. Primeiro participando de um trio (Remelexo) ao lado de seus irmãos mais velhos Willian e Marcelo e depois formando dupla com o amigo Alessandro. Autodidata, Gusttavo toca violão, viola, guitarra, piano, bateria, baixo e sanfona. Em 2009, lançou seu primeiro disco com o apoio da Audiomix. Nessa mesma época começou a fazer sucesso com a canção “Rosas, Versos e Vinho”, que lhe abriu as portas das rádios e emissoras de TV. De lá pra cá, Gusttavo emplacou dezenas de hits, mudou de escritório, registrou crescimento expressivo nas redes sociais e firmou-se como um dos mais importantes nomes do sertanejo.

Nos últimos meses, apesar da crise econômica, tem feito média de 20 shows por mês, número registrado por pouquíssimos artistas, mesmo os mais populares. Por quê? Porque Gusttavo não sai do topo. Ele consegue há anos combinar carisma, ótimo relacionamento com os profissionais do mercado e repertório radiofônico. Seu último projeto, o DVD 50/50, lançado há pouco mais de um ano pela Som Livre, contabiliza mais de 650 milhões de visualizações no YouTube, somados todos os vídeos – com destaque para “Homem de família”, “Que pena que acabou” e “Abre o portão que eu cheguei”.
Na entrevista a seguir, Gusttavo Lima faz um balanço desses quase dez anos de trajetória e fala dos momentos marcantes deste período, entre outros assuntos.

Show Business + SUCESSO! – Faça um balanço dessa primeira década de vitoriosa carreira.
GUSTTAVO LIMA – Bom, foram muitos altos e baixos durante esses dez anos. A maior dificuldade foi começar a ser reconhecido. É preciso lembrar que há dez anos a força da internet não era tão grande quanto é hoje, as redes sociais, que ajudam a propagar as novidades dos artistas, quase não existiam e o mercado sertanejo estava se abrindo pro universitário. Então foi difícil! Desde criança, tinha consciência das dificuldades que enfrentaria para realizar meu sonho de ganhar a vida como cantor. Mas eu nunca desisti, por isso estou aqui hoje, nessa fase de realizações. Eu troquei de escritório, passei a administrar minha própria carreira, tive situações de cansaço e estresse que me fizeram pensar em abandonar a profissão. Mas amadureci e isso foi muito importante! Ainda hoje, com a carreira estabilizada, enfrento dificuldades no dia a dia, que considero normais. Não me abalo mais com certas situações. Durante todo esse tempo tive muitas fases, sintetizadas nos hits de cada época, como as músicas Rosas versos e vinho, Inventor dos amores, Balada boa, Homem de família… A cada nova fase, fui acumulando novos fãs. Fico feliz por tê-los ao meu lado desde sempre.

Pode citar cinco momentos de sua carreira que considera mais importantes?
Os momentos mais marcantes são aqueles que definiram minha carreira, quando até eu passei a duvidar que ela pudesse ir adiante. Falo de 2008, quando o João Neto & Frederico gravaram uma música minha, Revelação. A gravação foi fundamental para que o pessoal da Audiomix conhecesse meu trabalho e me contratasse, lançando meu primeiro disco. Lembro que eu me emocionava sempre que ouvia uma música minha tocando no rádio. Minha primeira turnê internacional – aos Estados Unidos, em 2012, também foi muito representativa, porque eu nunca tinha imaginado tocar um dia fora do Brasil. Por fim, um momento inesquecível nesses anos todos foi poder ter meu pai (Alcino) cantando comigo no DVD Buteco do Gusttavo Lima (2015).

Fez muitos amigos no mercado durante estes quase dez anos?
Claro que sim, tanto entre artistas – como o Marrone e o Zezé Di Camargo – como entre os profissionais que trabalham com gravação e com shows. Mas gostaria de citar três pessoas que estão há muito tempo ao meu lado, trabalhando comigo. São muito mais que amigos. Falo do Bendder Tolentino, Breno Figueiredo e do meu irmão Luciano.

No que você considera que mais evoluiu do início da carreira até os dias atuais?
Acredito que amadureci bastante e isso está sendo fundamental pra mim. Hoje, penso muito antes de tomar decisões, estou bem calmo com relação à minha carreira e quero que esta tranquilidade esteja sempre presente tanto na minha vida profissional quanto na pessoal. Tudo acontecendo ao mesmo tempo (escritório próprio, casamento, nascimento do filho), então cresci não só como artista mas principalmente como ser humano.

Você sempre fez questão de acompanhar de perto as questões ligadas à sua carreira, principalmente depois que montou o escritório próprio. Mas recentemente você passou a agenda de shows para a WorkShow. Como tem sido a experiência de trabalhar com a empresa?
Gosto de estar à frente de tudo o que diz respeito à minha carreira, e continuo firme com meu escritório, Balada Eventos. Mas decidi, em maio, por esta parceria na questão da venda de shows porque assim posso me dedicar mais à minha família e às questões artísticas, no pouco tempo que me resta entre uma viagem e outra. A WorkShow trabalha muito bem, seus diretores são competentes e a parceria está somando muito à minha carreira. A Work ajuda a administrar minha agenda e eu fico com tempo extra pra administrar minha família.

Você é um dos artistas brasileiros mais populares nas redes sociais, com mais de 30 milhões de seguidores. Em que nível acredita que o fato de interagir (muitas vezes com autenticidade e sinceridade) com os fãs/internautas e de manter os posts sempre atualizados contribui para o êxito de sua carreira?
As redes sociais hoje em dia são ferramentas indispensáveis nesta comunicação do artista com seu público. Eu tenho uma equipe que me auxilia, tenho ótimo suporte. Mas participo ativamente das minhas redes sociais, principalmente o Instagram! Faço questão de ver tudo o que está acontecendo e esta aproximação é importante demais. Os fãs ficam por dentro de tudo o que eu estou fazendo, dão opiniões e ficam sabendo de todas as novidades, tanto da minha vida pessoal como da profissional. Às vezes, quando eu leio algo de que não gosto, até respondo, discuto, mas respeito porque sei que é a opinião de alguém. Mas a maioria das pessoas me apoia nos comentários.

Entre os nomes do sertanejo (atuais e de outras épocas), cite alguns que admira e por quê?
São muitos, mas muitos mesmo que eu admiro! Como sempre fui muito apaixonado por música sertaneja, por moda de viola, posso citar Bruno & Marrone, Zezé Di Camargo & Luciano, Milionário & José Rico, Matogrosso & Mathias – artistas que fizeram e fazem muito pela música. Entre os mais jovens, há vários que eu admiro. Entre eles a dupla Rick & Rangel. Acredito muito no talento e na garra destes meninos (a dupla é agenciada pela empresa do cantor, Balada Eventos, e está promovendo o single “Será que cê deixa”, com a participação de Gusttavo).

Aprecia outros gêneros musicais e artistas fora do segmento sertanejo?
Eu gosto de ouvir outros gêneros, sim – é bom ficar por dentro de tudo! Quando tenho uns minutinhos ou quando alguém me apresenta um novo grupo, cantor ou cantora, eu presto atenção. O Hungria Hip Hop, com quem gravei recentemente “Eu vou te buscar”, é um artista que admiro muito. Há tempos queria gravar algo com ele. O bom da música brasileira é esta mistura e as influências que os ritmos emprestam uns aos outros.

Você está preparando um novo CD?
Mais ou menos. Tenho gravado faixas individuais, caso de “Eu vou te buscar”. E estou selecionando o repertório novo para um próximo CD de músicas inéditas, ainda sem data de lançamento.

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