Entrevistas

Em grande momento da carreira, Projota lança novo CD

Com influências que vão do rock à MPB, há 16 anos, seja como cantor ou compositor, Projota está imerso no mundo da música. “Componho desde criança. Com 11 anos comecei a tocar violão e ouvir rock. Na época eu frequentava a igreja, então fiz muita música gospel, ouvia muito bandas como Oficina G3. Mas aí, aos 15 anos, o rap entrou na minha vida e comecei a compor tendo este gênero como base, a escutar Racionais, RZO, MV Bill… E aquilo ‘conversou’ comigo de uma forma diferente”, afirma. Desde então, mesmo fazendo um tipo de música que não pode ser enquadrada como de massas (como o sertanejo, por exemplo), o artista conseguiu se consolidar no mercado fonográfico e emplacou nove singles radiofônicos.

Mais: fez várias parcerias com nomes de peso. Uma das principais se deu em 2014, quando lançou a música Cobertor, ao lado de Anitta. Após o feito, o cantor ganhou projeção nacional e aumentou sua base de fãs. “Quando gravei com ela, tinha uns 90 mil seguidores no Instagram. Hoje tenho quase um 1,5 milhão”, comemora. Apesar do crescimento, Projota também teve que lidar com algumas críticas depois da parceria. “O público, em geral, gostou muito, se surpreendeu com a parceria. Mas no meio do rap gerou uma certa estranheza, talvez pela mistura de estilos… “.
Apesar das críticas, Projota optou por ir em frente, convidando e aceitando convites para novas parcerias. Gravou novamente com Anitta (Faz parte) e dividiu o microfone com nomes como Strike, Negra Li, Jota Quest e Marcelo D2. “Sempre admirei o trabalho do D2. Em 2011, num evento, ele veio até mim e me elogiou, disse que era fã do meu trabalho”, comenta Projota, que quatro anos mais tarde gravou com o ídolo o sucesso Elas gostam assim, que fez parte da trilha da novela I love Paraisópolis (Globo).

Atualmente, o rapper – que promove o álbum A milenar arte de meter o louco (Universal Music) – considera sua carreira mais forte e madura. “O processo começou no último disco (Foco, força e fé, de 2014), quando experimentei essa coisa de amadurecer em termos sonoros e artísticos. Tinha medo que o público não entendesse o que eu estava fazendo – e de não ser aceito. Hoje não”. Aliás, para o músico, o atual cenário do rap nacional é outro. “Quando eu comecei a cantar, todo mundo dizia que eu era louco. Eu ouvi: ‘Rap, no Brasil? Ninguém vive deste gênero aqui’. Eu vivi o rap num momento muito diferente. Cheguei a ser humilhado. Hoje ainda tem preconceito, mas os rappers tem um pouco mais de espaço, mesmo que seja no underground.”, desabafa.

O crescimento pessoal e profissional levou Projota a ousar mais uma vez com o lançamento da música mais pop de sua carreira, Linda, cantada com o duo Anavitória e presente no novo álbum. “Apesar de sermos de estilos diferentes, quando eu pensei em uma voz ‘menina’, logo me veio a Vitória (que já era amiga pessoal do cantor). Eu adorei o resultado”, diz ele.

Aliás, no novo disco, Projota reafirma sua fama de rapper romântico em músicas como Mulher feita e a citada Linda. Mas em outras, como Segura seu B.O, cantada com o amigo e parceiro Rashid, e Antes do meu fim, ele mostra que não deixou de lado os refrões fortes, característicos do rap nacional. “Eu quebrei uma barreira em 2014. Depois de Cobertor, meus singles vem sendo melhor aceitos. As pessoas entenderam que, mesmo em músicas mais românticas, o estilo Projota ainda está ali. Ou seja, eu não mudei”, explica. Ao todo, o material compila 12 faixas. Algumas já ganharam clipes, casos de Muleque de vila, Rebeldia, Oh meu Deus, Antes do meu fim e Linda. No iníco dessa semana, o rapper também registrou o vídeo de Segura Seu B.O. Além do duo AnaVitória, participam do álbum Mano Brown (em Prefácio, comentando sobre o cenário do rap nacional nos anos 80), Karol Conka (em Mais like) e Haikaiss (Pique Pablo).

TRABALHO DE ATOR

Os novos trabalhos de Projota não se resumem ao álbum. Este ano, o cantor fez sua estreia como ator. Participou da série global Carcereiros e ainda aparece no clipe oficial da faixa que intitula seu novo disco. “Me preparei muito para atuar ao lado de profissionais incríveis do teatro. Tínhamos uma missão muito difícil, a de representar a loucura do personagem da música, respeitando as pessoas que se encontram em situações como as mostradas no vídeo”, destaca. Além disso, o rapper atuou no filme Sequestro relâmpago, de Tata Amaral, que segue sem previsão de lançamento.

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